09 de Setembro de 2011

O homenageado do dia foi o cronista Rubem Braga, que teve seus textos lidos pelo ator Marcello Antony. “Fico orgulhoso de ler um craque da crônica que eu sempre admirei muito”, afirmou o ator. A sessão teve trechos de "Aula de Inglês", "Os Amantes", "Meu Ideal seria Escrever", "Um Braço de Mulher", "Homem no Mar", "O Afogado” e "Ai de ti Copacabana"



07 de Setembro de 2011

O Livro em Cena desta quarta homenageou os autores Graça Aranha e Alphosuns de Guimaraens por meio de leituras feitas pelos atores Vera Zimmermann e Elias Andreato. A atriz leu dois trechos de Canaã, clássico do pré-modernismo, de Graça Aranha. Imprimindo muita emoção, Vera leu o trecho em que a criada Maria dá a luz e tem seu rebento devorado por porcos. Depois, leu parte do capítulo final, em que o alemão Milkau rapta Maria e ambos partem rumo à Canaã, a “terra prometida” que, por não existir, nunca chega. Já Andreato declamou 11 poemas do simbolista Alphonsus de Guimaraens, com temas sobre fé, amor impossível, predomínio da noite sobre o dia e a espera pela morte.



04 de Setembro de 2011

O Livro em Cena homenageou neste domingo os autores José Lins do Rego e Lima Barreto. O primeiro teve trechos do seu romance Fogo Morto lido pelo ator Ricardo Blat. A obra, que fala sobre o declínio do ciclo da cana e, por consequência, dos senhores de engenho e do Nordeste mercantil, é considerada a obra-prima do autor. Durante a leitura, o ator deu um show de interpretação: carregando no sotaque, criou para cada um deles uma voz e uma postura corporal diferente. No fim da sessão, Ricardo beijou sua própria mão e levou o beijo ao rosto de José Lins do Rego, projetado em uma tela no palco.

Depois, José Wilker subiu ao palco para ler um trecho de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. “Quando fui convidado para realizar esta leitura, pensei em estudar, mas decidi que iria me surpreender com ela, assim como vocês. Esta é a primeira vez que leio o Policarpo em anos”, explicou Wilker. A precisão, a riqueza de detalhes que descrevem este morador dos subúrbios do Rio de Janeiro, e a linguagem crítica, satírica e poética de Lima Duarte impressionaram ao ator, que, ao final da leitura, abriu um largo sorriso e disse simplesmente: “Genial”.



03 de Setembro de 2011

Neste sábado, os autores celebrados foram Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto. O primeiro teve dois contos lidos pelo ator Antonio Grassi: A Terceira Margem do Rio e Sorôco, sua mãe, sua filha. Pouco antes de iniciar a leitura, Grassi falou sobre a importância e a sonoridade da obra de Rosa. “Achava que só a minha família dizia que era melhor ler Guimarães Rosa em voz alta. Depois, descobri que era uma máxima”, explicou Grassi ao público. Já Melo Neto foi homenageado pela cantora Elba Ramalho, que fez uma emocionante leitura do livro Morte e vida severina. Na apresentação, Elba lembrou do encontro que teve com o escritor pernambucano, em Campina Grande, na Paraíba. “Interpretamos juntos alguns trechos desse maravilhoso poema. Somos nordestinos e me identifico muito com toda a história”, disse Elba, que chegou a cantarolar algumas passagens para alegria do público, que a aplaudiu de pé.



02 de Setembro de 2011

O ator Eriberto Leão abriu o espaço Livro em Cena, sessão em que atores dão vida a alguns dos personagens mais célebres da nossa literatura, com a curadoria do diretor teatral Gabriel Villela. Leão declamou quatro poesias de Castro Alves: Vozes d’África, Navio Negreiro, Adormecida e Quando Eu Morrer. Desde o início, Eriberto procurou mostrar sua identificação com Castro Alves, já que, ao atuar na novela “Sinhá Moça”, ele protagonizou um escravo branco. Leão afirmou ainda que Castro Alves é a prova viva de que pode se fazer obras atuais com a qualidade de autores do passado.