Encontro com Autores

07 de Setembro de 2011

Com mais de vinte livros publicados – boa parte deles sobre a História do Brasil –, o jornalista e pesquisador Eduardo Bueno, autor do livro Brasil: Uma história (Faye), falou sobre os primórdios do país, seu sincretismo religioso e racial até as recentes políticas implementadas pelos governos anteriores de PT e PSDB. No Café Literário, um trio de especialistas, formado por Ruy Castro, Hugo Sukman e Santuza Naves debateu a evolução da música popular brasileira. O Brasil é tema de homenagens nesta edição da Bienal.

Na abertura da série Encontros com Autores, Eduardo Bueno iniciou a conversa explicando a origem da palavra Brasil e negou que o nome do país tenha sido escolhido por causa da madeira Pau-Brasil. Ele aproveitou para debater a falácia criada sobre a história de que o povo brasileiro não se interessa por sua história.

“O nome Brasil surgiu da ilha Brasil, que originariamente se chamava Hy Breasail. Era uma ilha mitológica irlandesa, um paraíso. O Brasil é maravilhoso desde a criação de seu nome, mas inventaram coisas depreciativas como o povo não se interessar por sua história. Um povo que não conhece sua história é capaz de repeti-la. E nós, brasileiros, não queremos repetir esses 189 anos que completamos hoje desde a proclamação da Independência”.

Eduardo Bueno, entretanto, não deixou de fazer a mea culpa dos erros cometidos pelo povo brasileiro.

“O país se faz com moral e ética. Nós, brasileiros, fomos ineficientes enquanto cidadãos. Pleiteamos nossos direitos em alguns momentos, mas na hora dos deveres não fizemos nossos papéis adequadamente. Um país se faz com moral e ética. Um país se faz com homens e livros. E eu sou otimista que o Brasil precisa aproveitar o papel de país da moda para se fortalecer interna e externamente”, afirmou.

Outro grande sucesso de público, Thalita Rebouças recebeu uma bonita homenagem de seus fãs, durante a sessão Conexão Jovem, no auditório Dinah Silveira de Queiróz. Para festejar a marca de um milhão de livros vendidos, parte do público ergueu letras impressas em papel sulfite com a frase “Sem saber que era impossível ela foi lá e fez”, emocionando a autora. “Há dez anos atrás eu estive aqui, na Bienal, e ninguém queria falar comigo, tive que subir na cadeira e chamar a atenção de todos para comprar meu livro. É gratificante ver todas essas pessoas agora me dando esse carinho imenso”, relata.



Conexão Jovem

09 de Setembro de 2011

Com mais de 10 milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos e outros 2,5 milhões no Brasil, o escritor canadense William P. Young, autor do sucesso A Cabana, foi o convidado especial da sessão Encontro com Autores, nesta sexta-feira à noite, na XV Bienal do Livro Rio. Cercado de expectativa, o encontro de Young com seus leitores virou uma conversa franca sobre os bastidores de todo o processo de produção de A Cabana. O autor canadense revelou que o livro foi escrito apenas para amenizar os anseios de um homem em crise e presentear seus filhos, devido a um pedido de sua mulher. Com 15 exemplares impressos, Young decidiu circular a obra por amigos próximos e foi surpreendido pela recepção positiva. Estimulado, decidiu procurar um editor para publicar o livro.

Muito ligado à religião, o canadense falou sobre sua infância, quando viveu na Nova Guiné, em uma cultura totalmente diferente e sobre a relação difícil com o pai. Em meio ao bate papo, Young não se furtou nem a dar detalhes íntimos de sua vida e a relação desses acontecimentos com o processo de criação do livro. “A cabana é a casa interior, a realidade sobre nós, o lugar onde nos escondemos e guardamos nossos segredos. Com isso, porém, nós ficamos presos nela. Havia uma visão de Deus de acordo com os conceitos do meu pai e demorei muito para mudar isso. Deus vê o que está dentro e não apenas a parte de fora. O meu processo de sair da cabana começou em janeiro de 1994 e durou até o fim de 2004”, disse.



04 de Setembro de 2011

Neste domingo, o Conexão Jovem abriu o quarto dia da XV Bienal do Livro Rio com a presença do fenômeno adolescente Hilary Duff. O sucesso foi tanto que o evento literário abriu uma sessão extra no auditório Dinah Silveira de Queiroz para abrigar todos os fãs da escritora, atriz e cantora pop, que veio ao Brasil para lançar seu primeiro romance, Elixir (ID Moderna). Apesar das demonstrações de comoção, Duff recebeu a todos com simpatia e atenção. Durante os dois encontros, que transcorreram com tranquilidade, 800 fãs, que haviam garantido seus lugares com senhas distribuídas anteriormente, puderam conhecer a artista de perto. Os fãs permaneceram sentados durante toda a sessão, acompanharam tudo com tradução simultânea e puderam fotografá-la à vontade.

No bate-papo, Duff também respondeu a uma velha curiosidade dos fãs brasileiros. Nas páginas de Elixir, há menções ao Rio de Janeiro e ao Brasil. O motivo? Ela adora o país. “Vim aqui há três anos, pela primeira vez, para fazer um show e desde então o Brasil é um dos meus lugares preferidos no mundo. Tenho lembranças muito boas de vocês”. Para quem sente saudade dela no palco, Duff encerrou o papo com uma promessa: ela quer voltar a cantar depois de lançar os dois próximos volumes da trilogia.



03 de Setembro de 2011

Novidade na XV Bienal do Livro Rio, o espaço Conexão Jovem - sessão voltada para os adolescentes, que na última década se firmaram como grandes consumidores de literatura - abriu a programação, com uma palestra da autora Alyson Noël, responsável por Os Imortais, que já teve mais de seis milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos e 400 mil no Brasil. Na Bienal para lançar o sexto e último livro da série, intitulado Chama Negra (Intrínseca), Nöel foi recebida por uma plateia formada sobretudo por estudantes. Depois de se declarar fã dos brasileiros Paulo Coelho e Chico Xavier, Noël explicou que seus livros foram inspirados por episódios tristes de sua vida. “Perdi três pessoas muito amadas em um intervalo de cinco meses. Na mesma época, meu marido quase morreu de leucemia. Esta fase me fez pensar muito na morte e no caminho das almas. Tudo isso está registrado em Para Sempre, o primeiro da série”, disse