Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura apresentam
31 de Agosto a 10 de setembro 2017

Releases

Na Bienal, Café Literário abre espaço à diversidade do universos das letras

06/09/2015

Baixe aqui o release

Sessões deste domingo abordaram dos quadrinhos à política, enquanto no Cubovoxes e no Conexão Jovem os adolescentes seguiram fazendo a festa

Neste quarto dia da 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, o Café Literário, uma das atividades mais queridas pelo público do evento há mais de 15 anos, mostrou por que é um legítimo representante da diversidade do mundo da leitura. O espaço, que nesta edição conta com a curadoria do escritor e editor Rodrigo Lacerda, começou o domingo com uma sessão em homenagem a um dos grandes clássicos da literatura universal: O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.

Ana Paula Pedro, Mônica Cristina Corrêa e Geraldo Carneiro analisaram a representatividade da obra e debateram a poesia, a simbologia e as circunstâncias históricas nela envolvidas. O encontro terminou de maneira emocionante: ao ler um trecho do livro, a poeta, atriz e psicóloga Ana Paula Pedro chorou – e confessou que isso sempre acontece ao término daquele texto. “Mas é a primeira vez que choro em público. Paguei mico. Vamos combinar que vocês não vão contar isso para ninguém”, disse, rindo para a plateia.

Depois, a crise política, econômica e de representação foram o tema da conversa entre o deputado federal Jean Wyllys e o cientista político Cesar Benjamin, em encontro mediado pelo jornalista Mauro Ventura. Ao apresentar o deputado, Ventura disse que o ex-participante do Big Brother Brasil hoje enfrenta um BBB mais difícil: “Jean agora está de frente para a bancada BBB: do Boi, da Bala e da Bíblia”.

O deputado comentou seus embates contra pautas conservadoras no Congresso e as dificuldades que enfrenta na defesa das chamadas minorias – especialmente a comunidade LGBT, negros, mulheres e indígenas. Ele reconheceu uma crise de representatividade política, mas acredita em novas formas de organização da sociedade estão surgindo. "Novas tecnologias
hoje dão voz aos jovens, por exemplo, e a grupos sociais que exigem transparência da classe política. A política de Brasília está desconectada dos desejos da sociedade”, criticou ele, que ainda se define como um otimista. “Crises são bons momentos para encontrar novos caminhos."

Para Cesar Benjamin, já era possível prever o esgotamento do modelo econômico levado à frente pelo governo atual. “Houve estímulo ao crédito e ao consumo, mas não foram feitas as mudanças estruturais necessárias, como a reforma fiscal”, analisou.

Na terceira mesa, os gêmeos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá – que lançam a adaptação do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, para os quadrinhos – e o ilustrador Tiago Lacerda falaram sobre o crescimento do mercado editorial para HQs no Brasil. "Quando lançamos nosso primeiro livro, autografamos dois exemplares a noite inteira", lembrou Gabriel.

Encerrando o domingo no Café Literário, as manifestações de rua e os seus desdobramentos na política nacional foram o assunto do encontro entre Luize Tavares, representante do Movimento Passe Livre, Gustavo Gesteira Costa, do movimento Vem pra Rua, e João Gabriel de Lima, redator-chefe da revista Época. Eles comentaram sobre o uso das redes sociais como forma de mobilização e compararam as manifestações de dois anos atrás às que estão acontecendo este ano. “Acredito que um dos maiores legados de 2013 é a reunião de pessoas de forma independente, sem partidos políticos ou sindicatos, para falar sobre política”, afirmou Luize.

O SarALL encerrou sua programação de três dias em encontros espontâneos que abriram espaço à prática e a metodologia poética. Participaram neste domingo os grupos Sopapo Poético, Sarau de Manguinhos, Corujão da Poesia, Sarau Donana, Mulheres de Pedra, Territórios Diversos e Sarauzeiras Oníricas. O SarALL foi uma parceria inédita entre a Bienal e a FLUPP, a Festa Literária Internacional das Periferias, e uma das grandes novidades desta edição do evento.

Cubovoxes

O tema “Uma ideia na cabeça e a mídia nas mãos: jovens e a cultura digital” deu o pontapé inicial do dia no Cubovoxes, a atividade jovem desta Bienal. O escritor e diretor teatral Marcos Faustini, fundador da Agência Redes para a Juventude e o roteirista, jornalista e diretor Rafael Dragaud conversaram com o público não somente sobre as possibilidades de produção de conteúdos pela nova geração, mas também de oportunidade, construção de simbologias e participação de todos para a disseminação de ideias e literatura.

Para Faustini, é fundamental ouvir os jovens: “É preciso ficar atento aos novos movimentos que podem ser uma solução para trabalhar a representatividade desta geração”, disse. Rafael reconhece o quanto a tecnologia é importante para permitir a proximidade de expressão entre as pessoas. “Não sou fascinado pela tecnologia. O meu fascínio é pelas ideias, pelas pessoas. Pode-se expressar ideias usando uma caneta ou um computador”, completou.

Às 17h, o público lotou o espaço para conversar com Raphael Draccon sobre seu novo livro, Cidades dos dragões. “É o livro mais louco que já fiz e espero que vocês embarquem nessa loucura comigo”, afirmou. Ele comentou ainda sobre sua participação na série de TV SuperMax, que estreia em breve. “Será uma mistura de prison break com jogos vorazes. Espero que o público receba bem essa aposta na fantasia e, assim, abra caminho para outras do gênero”, disse.

Encerrando a noite, os cartunistas Rafa Campos e Tute marcaram presença no Cubovoxes. O bate-papo propôs passar a limpo o Brasil e a Argentina, país homenageado desta Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, e a pensar o mundo de forma crítica e com muito humor. "Faço o que acredito que vai atingir", comentou o cartunista brasileiro Rafa Campos. “Não deveria existir limites para o humor", finalizou Tute.

Conexão Jovem

Logo pela manhã, o Conexão Jovem recebeu a sensação Colleen Hoover, autora de O lado feio do amor, que será adaptado para o cinema. A norte-americana, que, não raro, coloca seus personagens em situações delicadas – como abuso sexual, por exemplo – e, frequentemente, leva seus leitores às lágrimas, revelou não ter intenção de se posicionar em relação a nenhum assunto específico. “Se as pessoas tirarem algo do meu livro, será ótimo, mas, principalmente, eu gosto de escrevê-los para que as pessoas se divirtam enquanto os leem... e chorem”, disse a escritora, provocando risos nos fãs.

Depois, o carioca Eduardo Spohr apresentou ao público trechos de seu próximo livro, Paraíso perdido, que, a ser lançado em outubro, finaliza a série Filhos do Éden. O autor comentou ainda
a participação na Bienal de 2007, ainda com uma tímida presença de fãs, até o sucesso atual com os jovens leitores. “O que você quer vai ser possível se houver persistência”, declarou o autor, que já tem livros publicados em diversos países. Questionado sobre os próximos trabalhos, Eduardo – também colaborador do blog Jovem Nerd – afirmou que agora está focado no lançamento do novo livro e que vai tirar férias para “resgatar a sanidade”.

Em seguida, o escritor norte-americano Raymond E. Feist, um dos mais importantes nomes da literatura fantástica mundial, participou de bate-papo no espaço Conexão Jovem/Encontro com Autores para falar sobre suas principais obras. Ele revelou suas influências e o processo de pesquisa para compor os ambientes e os personagens de suas narrativas.

O último encontro foi com Jeff Kinney, autor da série Diário de um banana, e uma das presenças mais aguardadas desta Bienal. Ao longo da conversa com a jornalista Jaqueline Silva, o escritor mostrou ao público todo o processo de seu trabalho, desde a escrita até a ilustração da capa.

“Demorei oito anos para finalizar o primeiro livro. Lembro que eram, aproximadamente, 1.300 páginas de rascunho, além de 350 desenhos feitos por mim. Para se tornar um especialista, é preciso ter paciência. Não desistam dos seus sonhos”, disse. Kinney surpreendeu o público apresentando, em primeira mão, seu novo livro, Bons tempos. “Novidades estão por vir, aguardem”, finalizou.

Bienal apresenta obra sobre suicídio com renda 100% revertida à instituição de apoio

O jornalista Andre Trigueiro comandou um bate-papo no Auditório Madureira, no Pavilhão Verde, sobre a sua mais recente obra, Viver é a melhor opção: A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo.

A partir de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e do Mapa da Violência, o autor ilustra dados estatísticos imprescindíveis sobre a doença e enfatiza que o livro não é de autoajuda.

“Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídios são preveníveis e têm na depressão a sua maior causa. É preciso entender que a obstrução da informação é um obstáculo importante que
precisa ser derrubado”, afirma André. A obra tem 100% da renda revertida ao Centro de Valorização da Vida (CVV).

Fotos em https://www.flickr.com/photos/101023397@N04/.

Mais informações para a imprensa:
Adriane Constante – adriane.constante@approach.com.br
João Veiga – joao.veiga@approach.com.br
Claudia Montenegro – claudia.montenegro@approach.com.br
Tel.: (21) 3461-4616 – ramal 179 – www.approach.com.br
Use as tags #EUAMOLER e #BIENALRIO e compartilhe seu amor pela leitura.
Patrocinador segurança oficial
apoio cultural
REALIZAÇÃO
AGENTS & BUSINESS CENTER
realização
Informações, Dúvidas e SAC:
+55 21 2441-9348
Atendimento: 13h às 19h

Local do Evento:
Riocentro
Av. Salvador Allende, 6.555
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
22780-160 - Brasil