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Debates, música e presença jovem marcaram esta terça-feira de Bienal do Livro Rio

08/09/2015

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A jornalista e escritora Miriam Leitão, os músicos argentinos do Escalandrum e o fenômeno da internet Kéfera foram os destaques do dia

Nesta terça, no Cubovoxes, mãe e filho debateram um momento delicado da história do Brasil. Miriam Leitão e Matheus Leitão protagonizaram uma conversa sobre a participação da jornalista e escritora como ativista contra o regime da ditadura popular e o seu episódio de tortura por militares. Filho de pais da ditadura, Matheus relatou seu encontro com o delator de seus pais e mais 30 militantes do PCdoB, que será transformado em livro após 15 anos de pesquisas. “Fui percebendo que o que eu tinha em mãos era mais do que uma memória familiar, mas parte da história de um Brasil que as pessoas querem esquecer”, afirmou.

Foi a segunda participação de Miriam na Bienal do Livro. Ontem, 7 de setembro, ela encerrou a programação do dia do Café Literário com uma mensagem de otimismo: “Momentos de crise, como a que vivemos, paralisam as pessoas. Mas crises passam. Temos três pactos fundamentais hoje no Brasil: nossa democracia é definitiva; firmamos um compromisso com a inflação controlada e entendemos que é preciso lutar contra a desigualdade. Não perco meu amor pelo país.”

Miriam falou sobre seus dois livros mais recentes – o romance Tempos extremos, em que olha para o passado e une os períodos da escravidão e da ditadura militar como pano de fundo da trajetória de uma família, e a não-ficção “História do Futuro”, em que analisa as potencialidades do Brasil para as próximas décadas.

Miriam participou do encontro ao lado do jornalista Edney Silvestre, que lança o livro “Vidas provisórias”, também passado na ditadura militar. “Somos uma geração marcada para sempre pela ditadura”, resumiu a jornalista. Miriam ressaltou a importância de se discutir a herança da escravidão. “Nunca abordamos suficientemente esse tema. A morte de jovens negros é uma questão fundamental – em lugares como Alagoas, morrem 20 jovens negros a cada um branco. Precisamos falar sobre isso”, defendeu.

Os dois jornalistas comentaram seus processos de criação. “Personagens falam conosco. Estou escrevendo um livro de contos e ouço várias vozes ao mesmo tempo, é de enlouquecer”, brincou Edney. Para “Vidas provisórias”, o jornalista estudou a vida de brasileiros exilados e chegou a viajar para a Suécia, onde o personagem vai morar. “Nós nunca vamos entender a dor de quem é expulso do seu país”, disse.

Música e internet


Sob o comando do mestre Daniel Piazolla, o grupo Escalandrum, da Argentina – país homenageado desta Bienal – se apresentou no Café Literário com uma identidade musical autêntica, que mescla o jazz a ritmos como o tango e folclóricos. O som dos hermanos embalou o público por cerca de uma hora.
 
Um dos maiores expoentes da música instrumental argentina, o grupo foi aplaudido diversas vezes ao longo de seu repertório, que incluiu composições originais e de autores de várias nacionalidades. Além de Piazzolla, o sexteto é formado por Mariano Sívori, Marín Pantyrer, Nicolás Guerschberg, Damián Fogiel e Gustavo Musso.
 
Outro destaque desta terça-feira foi a presença da sensação Kéfera, de 22 anos, fenômeno da internet que lançou na Bienal seu primeiro livro, Muito mais que 5 minutos. Foram distribuídas 800 senhas, e três mil pessoas vieram ver de perto a autora. A sessão de autógrafos durou quatro horas.
 
Cubovoxes
 
Também na segunda, 7 de setembro, o Cubovoxes encerrou seu dia de programações exibindo, às 19h, o documentário Levante, com histórias produzidas no Brasil, México, Hong Kong e Faixa de Gaza. Os relatos – feitos por jovens através de smartphones, tablets e drones – mostram as novas tecnologias como meio para a participação social.
 
“Somos carentes dessa multiplicidade de olhares e pontos de vista”, comentou a diretora Susanna Lira. Após a exibição do documentário, o público pôde compartilhar ideias e opiniões sobre o tema. “A ideia do documentário é trabalhar com questões de direitos humanos aliado às novas tecnologias”, finalizou Débora Garcia, do canal Futura.
 
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