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Autoras que fizeram carreira na internet dão dicas para iniciantes 

A escrita com DNA digital e o uso nativo das redes para a construção da base de leitores-fãs são os trunfos em comum de convidadas especiais que passaram pela Arena #SEMFILTRO, na tarde de sexta-feira, dia 6. Lucy Vargas, Ray Tavares, Clara Alves e Pam Gonçalves, todas com menos de 30 anos, conversaram sobre os desafios e as delícias de serem escritoras na Era Digital. A mediação foi feita pela booktuber Taty Leite.

Por que ser escritora? “Comecei lendo gibis e, com o tempo, passei a gostar muito de romances. Adolescente, li os gringos, como ‘Diário da princesa’ e brasileiros, como Pedro Bandeira. No ensino médio, tomei um pé na bunda e comecei a escrever, além de ler muita fanfic (estilo de ficção feito por fãs de determinado livro, filme, banda ou outro produto cultural). Escrevi para sites e grupos colaborativos como Fanfic Obsession e Fanfic Addiction. E em determinado ponto comecei a escrever ficção original, minha. Um dia fiz um textão implorando que me publicassem e deu certo”, contou a paulista Ray.

A carioca Clara Alves “culpou” a mãe, que a assistia da plateia: “A culpa é daquela mulher ali ó! Eu tinha uns oito anos e lia muito por incentivo da minha mãe. Também escrevia fanfics e sempre começava histórias, mas não conseguia terminar. Em 2008, conheci as webnovelas do falecido Orkut. As pessoas começaram a curtir e comentar e acho que eu estava precisando disso: das pessoas lendo, acompanhando, para me animar. Até que conheci o Wattpad (aplicativo de publicação de textos), resolvi levar meus textos para lá. Acho que foi quando eu decidi virar escritora. E quando eu passei a ter prazos eu passei a produzir muito melhor”, explicou.

Lucy Vargas foi também citou a mãe como sua influenciadora: “Minha mãe me dava muitos gibis, mas não me deixava ver novelas, por exemplo. Quando fiz uns 10 anos finalmente ela me deixou assistir, mas foi uma decepção. Odiei as tramas e comecei a escrever ‘minhas novelas’. Quando eu tinha uns 15, 16 anos, comecei a escrever fanfics. Fiz um site e comecei a receber 100 mil visualizações por dia. Eu criava fanfics dos Hanson, que eu amava. Até que precisei estudar para o vestibular e abandonei o site. Comecei a escrever minhas histórias e em pouco tempo já estava na Apple (App Store) e no Google (Play Store).”

Gibis: ponto de partida para o gosto pela leitura

Os gibis também deram o start no gosto da catarinense Pam Gonçalves pela leitura, mas de um jeito diferente: “Eu amava gibis, mas meu sonho era fazer os desenhos, não as histórias”. Sobre o começo da carreira, ela contou que criava blogs que duravam seis meses. Em 2009, criei um blog sobre livros. Mas nem imaginava que seria escritora, fiz faculdade de exatas. Hoje vejo livros como algo matemático porque de alguma forma você dá instruções para as pessoas terem sentimentos e, no final, obtém um resultado”.

Da plateia, a fã Cecília, de 16 anos, contou que ser escritora é seu sonho, e perguntou quais conselhos as autoras dariam para iniciantes. “As editoras estão muito de olho em quem já tem um público – e não precisa ser 1 milhão de seguidores, podem ser 10 pessoas, mas precisa ser um público fiel. Essas 10 pessoas do início vão falar de você para outras 10, que passarão para outras 10 e assim vai”.

Pam foi na mesma linha, ressaltando a importância das redes de contatos: “Crie contatos e conversas nas redes sociais, não tenha vergonha de trocar com essas pessoas. E não necessariamente você precisa mostrar seu material antes de concluir. Eu, pessoalmente, não gosto, me sinto exposta”.

Em tom mais empreendedor, Lucy fez uma fala empoderada: “Não tenha vergonha de ver sua carreira como uma carreira. Procure saber quem é seu público, do que ele gosta, o que ele lê. Pense sua carreira como empresária mesmo”.

Com outra abordagem, Clara lembrou a importância da paciência: “Sempre falo para as pessoas terem pé no chão também, porque muita gente acha que você assinou o contrato com a editora, acabou: ficou famosa, ficou rica. Demora, você ouve muito não, é preciso ter muita paciência.”

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07/09/2019

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