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Feminismo X Machismo

Casos diários de feminicídios, constrangimento a mulheres nos transportes públicos, oportunidades desiguais de acesso e crescimento profissional no mercado de trabalho. O que não faltam são motivos para se entender a importância de discutir condições de proporcionar às brasileiras um espaço maior na sociedade.

Essas e muitas outras situações de constrangimento pelas quais passam as mulheres estão enraizadas na sociedade, principalmente por conta da formação machista. Ainda há uma série de expectativas em torno do comportamento de meninos e meninas na infância e na adolescência, que predominam em boa parte das famílias brasileiras.

Discutir esse cenário foi a proposta da mesa Igualdade de Gênero – Feminismo X Machismo, uma das atrações da Arena #SEMFILTRO deste sábado, dia 7, que teve como convidados Spartakus Santiago, Mel Duarte, Ellora Haonne e Jarid Arraes.

Os participantes do painel abordaram dilemas que os jovens com frequência enfrentam, principalmente em relação às descobertas ligadas à sexualidade. Para a escritora Jarid Arraes, autora do livro “Redemoinho em Dia Quente”, na medida em que se tornava adolescente, sentiu o peso de ser mulher na sociedade.

“Diziam que eu tinha de me guardar, me preservar mais, ter comportamentos mais submissos. Mas eu sempre tive uma personalidade muito contestadora. Quando diziam que eu não poderia fazer alguma coisa por esse ou aquele motivo, eu geralmente não aceitava essa imposição”, comentou Jarid Arraes.

A escritora Mel Duarte, autora do livro “Querem nos Calar”, lembra que na infância, convivia e brincava frequentemente com meninos. Segundo ela, na medida em que os anos passam, a sociedade coloca uma série de padrões e restrições. Ela conta que foi nos sarais culturais que começou a moldar sua personalidade.

“Foi onde eu encontrei não só o feminismo, mas também desenvolvi todo o meu discernimento político. Eu era poeta desde os oito anos de idade. Nos Sarais, descobri que não bastava ser mulher negra. Eu precisava me colocar. Tinha coisas a serem compartilhadas. Eu precisava ser resistência”, destacou Mel Duarte, que é escritora e poeta.

A escritora e youtuber Ellora Haonne lançou, na Bienal, o livro “Por Todas Nós – Conselhos que não Recebi sobre Luta, Amor e ser Mulher”. A autora sugeriu às jovens que leiam mais livros que abordam dilemas e questões que afetam as mulheres na sociedade.

“Gosto muito da ideia de que meu livro pode servir como um acesso inicial às discussões sobre feminismo. O conselho que eu gostaria de dar e que não recebi quando jovem é: leiam mais autoras mulheres. Leiam todos os tipos de livros escritos por mulheres. Deem-se esta oportunidade.”

O impacto da cultura do machismo vai além das mulheres. O Youtuber Spartakus Santiago falou sobre o conceito de masculinidade tóxica, que ele trabalhou em um dos vídeos de seu canal no Youtube. Segundo Spartakus, vários problemas como depressão, violência e suicídio podem estar ligados à pressão social em torno da masculinidade do homem.

“Praticamente exige-se que o homem use da força a todo o momento. Inconscientemente, aprendemos que os heróis resolvem tudo com o uso da força. Outra forma comum de demonstração de força é a dominação sexual. O valor de um homem está ligado a se ele consegue ou não subjugar as mulheres. Até na escola, aprendemos que o garoto, para ser considerado, desejado pelas meninas, deve se demonstrar violento, forte. E o que se mostra mais sensível, acaba afastado, humilhado”, avaliou Spartakus.

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08/09/2019

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