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Fórum de Educação debate equilíbrio emocional e excesso de conectividade entre professores e alunos

O Fórum de Educação da Bienal do Livro Rio também foi um espaço de inspiração para os professores. De reflexões sobre como lidar com dilemas e paradigmas que desafiam a todos até histórias de superação, os especialistas que participaram dos painéis mostraram que as adversidades do dia a dia podem ser muitas, mas com perseverança e resiliência, é possível realizar sonhos e alcançar resultados.

Ao encerrar o fórum, o ex-judoca e apresentador do Canal Sportv, Flávio Canto, contou ao público sua trajetória até chegar à medalha de bronze na Olimpíada de Athenas, em 2004, e falou sobre os desafios de criar e manter o Instituto Reação, projeto social voltado para formar judocas em comunidades carentes do Rio. Nesses dois projetos, uma lição em comum: “A primeira coisa que a gente aprende no judô é a cair. Cai pra frente, pra trás, pro lado. Tem uma lição nisso: você vai cair a vida inteira. O mais importante é aprender a se levantar.”

Essa lição fez parte da vida do esportista, desde quando foi eliminado da seletiva brasileira para a Olimpíada de Sidney, em 2000, e quatro anos depois ganhou o bronze, até quando teve a verba da prefeitura cortada para seu projeto social e buscou a ajuda de amigos para manter o Instituto Reação. Hoje, são cerca de 1.800 atletas em dez polos, com representantes em todas as seleções de judô.

“Descobrimos que o projeto era uma ferramenta poderosíssima para trabalhar com pertencimento, autoestima, tudo aquilo que geralmente falta para a criança ou jovem que vai para outro caminho. Tínhamos um lugar onde ele se sentia acolhido. O judô, o esporte e a arte marcial representavam um excelente carro-chefe para o que batizamos de reação”, relembrou Flávio Canto.

Superar obstáculos também faz parte do dia a dia de milhares de professores, que precisam conviver com uma rotina atribulada, trabalho em duas ou mais escolas e dificuldade de administrar a vida profissional e a pessoal. A inspiração para lidar com essas dificuldades veio da palestra do escritor e monge budista sul-coreano Haemin Sunim, autor do best seller As Coisas que Você só Vê Quando Desacelera.

O escritor apontou como um dos principais paradigmas do mundo atual o fato de que, mesmo com a evolução das últimas décadas em várias áreas, o ser humano não se sente mais feliz. Mesmo que o indivíduo tenha um bom emprego, estude na universidade dos sonhos, conquiste uma boa promoção, sempre se quer mais. “As pessoas sentem que não podem relaxar, que não podem parar e curtir aquilo que já conquistaram.”

O escritor deu dicas de como superar a pressão e a cobrança que os indivíduos, em geral, fazem sobre si mesmos. São ações simples, como escrever cinco coisas para agradecer todos os dias ou telefonar para amigos com maior frequência, com o intuito de criar conexões positivas. Outra dica é participar de projetos que envolvam voluntariado. “Uma das formas de nos sentirmos melhor é ajudando os outros”, ressaltou o monge sul-coreano, que deixou uma mensagem aos professores.

“As circunstâncias são difíceis, mas tenho certeza de que vocês são professores porque têm como propósito cuidar de seus alunos. Tenham isso em mente. Sei que muitas coisas difíceis vão acontecer, mas mantenham o propósito pelo qual decidiram ser professores.”

Conexão em excesso

A transformações na comunicação digital, uma verdadeira revolução que tem trazido uma série de impactos na vida das pessoas, foi o assunto abordado pela jornalista e escritora Rosana Herman. Autora do livro Celular Doce Lar, ela falou sobre pontos positivos e negativos de estarmos cada vez mais conectados. Entre os ganhos, estão a comunicação mais fácil, a agilidade e a descoberta de novos aprendizados. Já na lista dos problemas, estão o mergulho no que para muitos já é um vício, a perda de noção da realidade e o número cada vez menor de bens físicos. “Tudo que existia e era material, hoje se tornou aplicativo”, ressalta a escritora.

Ela entende que não se deve cair na tentação de demonizar ou supervalorizar o mundo digital, mas buscar um equilíbrio. Para Rosana, assim como acontece no celular, o ser humano também precisa entrar em alguns “modos de operação”. Há situações em que é necessário ser flexível e outras em que é preciso ser mais rígido, por exemplo. “Precisamos buscar o bem-estar digital, usar as tecnologias com os interesses humanos.”

Ainda no tema da tecnologia, o escritor Ruy Jobim procurou destacar para os professores que recursos tecnológicos não necessariamente atrapalham o bom trabalho escolar. “Ter os alunos com celulares nas mãos pode ser uma forma de descobrirmos o que eles pensam e como conquistá-los”, disse o escritor. Uma sugestão que ele deixou para a plateia foi o uso de podcasts, arquivos em formato de áudio com linguagem mais direta e objetiva. “A criação de podcasts, por exemplo, exige pesquisa e expressão vocal para passar as informações.”

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05/09/2019

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