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Leoni, Arthur Dapieve e Lorena Calábria conversam sobre música e literatura na Bienal do Livro Rio

O desafio de escrever músicas e de escrever sobre músicas é grande e esconde muitas histórias. Algumas delas foram contada num bate-papo entre o cantor Leoni e os jornalistas Arthur Dapieve e Lorena Calábria, numa mesa mediada pelo crítico de música Silvio Essinger, no Café Literário. Observados por uma plateia atenta, os três convidados, que têm em comum a paixão pela música e o fato de terem lançados livros sobre músicas, cantores ou gêneros musicais, relembraram “causos” do passado, falaram sobre o momento crítico da cultura, e tentaram deixar mensagens de esperança no futuro.

A jornalista Lorena Calábria revelou que fez um intenso trabalho de pesquisa para escrever “Chico Science & Nação Zumbi – Da Lama ao caos”, que conta a história do disco “Da lama ao caos”, que comemora 25 anos. “Foi muito interessante porque descobri que é a história de uma geração que poderia ser a minha, de gente que gostava de música, numa era pré-internet, que ficava esperando chegar informação de fora, revistas importadas, discos, para saber das novidades. É um livro que narra a história de uma turma que batalhou bastante para ver seu sonho virar realidade”, disse. Ela descobriu, por exemplo, que no começo o grupo fazia shows num prostíbulo do Recife antigo por que era o único local em que eles tinham condições de pagar para tocar.

O cantor Leoni, que já lançou vários livros, publicou recentemente um título de poesia. E garante que fazer letra de música e escrever poemas são processos diferentes. “Escrever poesia faz parte de uma tentativa minha de fugir da música. A poesia é algo que eu não domino com maestria, em que estou me jogando para errar. Para mim, escrever música ficou menos desafiador, porque eu já sei como é, então resolvi embarcar na poesia. Na poesia, não tenho voz nenhuma, experimento o tempo todo”, explicou Leoni, que revelou estar escrevendo um livro sobre a crise da democracia representada a partir da literatura e da arte.

Crítico de música consagrado, com passagens pelo Jornal do Brasil e pelo Jornal O Globo, Arthur Dapieve, autor de “Do Rock ao Clássico, cem crônicas afetivas sobre música”, disse para a plateia que escrever sobre música é escrever sobre histórias de vida. “Quando você escreve sobre música está escrevendo sobre as criações destas músicas”, afirmou.

Apaixonado por música clássica, Dapieve criticou o preconceito que muita gente tem com este gênero musical. “Tem gente que diz que é difícil, tem gente que diz que é programa caro e tem quem diz que é música de velho”, comentou ele, ressaltando que há muitos concertos a preços baixos e que a média de idade dos integrantes da Filarmônica de Berlim é mais baixa que a dos componentes do Rolling Stones, por exemplo. O comentário arrancou risos do público.

Leoni falou das mudanças na carreira de músico, que, com a tecnologia digital, foi reconfigurada. “A carreira hoje é uma confusão. Quando nós surgimos, tudo era diferente. Você ia nas rádios levar fita demo, tinha o Circo Voador…Hoje, as pessoas fazem música para games, por exemplo” Para Arthur Dapieve, apesar do momento crítico, a música nunca vai acabar. “Se houver futuro, haverá música”, afirmou.

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08/09/2019

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