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O poder dos jovens que escrevem para jovens 

A literatura que retrata o universo jovem levou um público animado à Arena #SemFiltro nesse domingo, 08, para conversar com quem tem feito ela acontecer. O espaço aberto a esse gênero, que tem crescido no Brasil, está sendo ocupado por autores como Bel Rodrigues, Babi Dewet, Bruna Vieira e Matheus Rocha, que estavam no bate-papo com a galera.

J.K.Rowling e seus bruxinhos foram a porta de entrada para a arte de Bel Rodrigues e de Babi Dewet. “Quando pequena, eu gostava de escrever para mim mesma, mas foi na internet que eu encontrei amigos e pessoas que podiam dividir o amor pela leitura comigo. E comecei a ler fanfics de Harry Potter,  uma escola fundamental na minha vida. Desde os 15 anos eu estou nesse processo, até chegar ao lançamento do meu canal e mesmo agota “, contou Babi, criadora do portal Fanfic Addiction e  autora de “K-Pop – Manual de sobrevivência”.

Bel Rodrigues, uma das maiores booktubers do país e autora de “O amor nos tempos de #likes”, salientou a importância da discussão sobre arte e literatura jovem no ambiente de encontro literário com participação de um público diverso, ainda mais depois dos casos de censura em São Paulo e no Rio. “A Bienal sempre nos acolheu, e sofrer esse cerceamento é absurdo. Mas não vamos parar de escrever sobre o que a gente quiser. Nós todos aqui temos um amor enorme pelo nosso público e isso é suficiente para nos manter trabalhando”, apontou.

Criador do blog Neologismos e autor de “No Meio do Caminho Tinha um Amor”, Matheus Rocha contou sobre como superou a solidão no processo de se aceitar homossexual, tendo sido acolhido pela sua escrita. “A gente aprende através de referências e de experiências, mas eu não tinha ninguém para me ajudar. E não existia, no passado, nenhuma ferramenta para me auxiliar. Então eu comecei a escrever para desabafar, porque eu não tinha como dividir as minhas angústias com meus amigos. Eu colocava os meus sentimentos em diários e depois evoluí para o Tumblr. Era um processo mais de contar o que eu estava passando e pensando do que criar histórias”, relatou. Para ele, as próximas gerações vão ter mais acesso a livros e meios que vão dar os caminhos para o autoconhecimento, a aceitação e o
compartilhamento de ideias. “Hoje eu uso a minha história para ajudar as novas gerações”, assinalou.

A tímida Bruna Vieira – como ela mesma faz questão de destacar, informando que aprendeu a lidar com essa característica ao reforçar o respeito e a beleza da singularidade de cada indivíduo – contou sobre sua trajetória, iniciada em blog desde os 15 anos. “Eu  sempre vi a arte como espaço de acolhida, e a Bienal tem um papel importante na minha vida. Muitas conversas começam aqui e saem, ganham o mundo. Eu escrevia para dividir os meus pensamentos e superar as dúvidas, mas eu cresci com o meu público, e estar na internet, falando  para um mundo digital, exige um olhar além de mim. A única coisa que eu não posso abrir mão é da minha essência”, frisou a youtuber.

Os quatro jovens talentos foram mediados por Ana Lima, um das fundadoras do selo Galera Record.

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08/09/2019

O poder dos jovens que escrevem para jovens

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