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Relação entre a sociedade e Academia vira pauta em painéis na XIX Bienal do Livro Rio

Durante o primeiro fim de semana, mesas que falaram sobre “afrofuturismo” e empoderamento comentaram o distanciamento da comunidade acadêmica

A XIX Bienal do Livro Rio reuniu variados painéis de discussão sobre temas relevantes à sociedade nos âmbitos da música, da poesia, do empreendedorismo e da educação. De forma orgânica, a intersecção entre pautas marcou as discussões no primeiro final de semana de evento. Entre elas, a dificuldade de grupos minoritários no acesso à academia e sua permanência nela.

Localizada no pavilhão verde, a Arena #SemFiltro, foi palco do painel “Afrofuturismo”, no sábado (31). O encontro problematizou as narrativas de passado e presente sobre a população negra: da ausência de protagonismo à falta de verdade ao contar essas histórias, limitando, portanto, suas potências e possibilidades de futuro e futurismo.

Renato Cafuzo, ilustrador e designer, foi um dos convidados pra falar sobre afrofuturismo: “As pessoas negras, especialmente os afroamericanos nāo temos um passado a negar. Então, como projetar um futuro?”

Giovana Xavier, pós-doutora em História Social e professora da Faculdade de Educação da UFRJ, falou sobre os desafios que enfrenta como mulher negra ao ocupar os espaços majoritariamente brancos. Citando “o papel e a caneta” como símbolos da educação, a pesquisadora fez referência aos grupos ainda distantes dos espaços acadêmicos, e, por isso, não acostumados a contar com ele.

“Como historicamente pessoas negras podem pensar no futuro? O papel e a caneta não têm sido as ferramentas que nós usamos para projetar nosso futuro. E, ainda assim, a nossa cultura prospera”, disse.

No domingo, (31), também na Arena #SemFiltro, aconteceu o painel “Escrever para Empoderar”, sobre feminismo e encontro com a identidade. Além da das pautas em relação à arte, a discussão revelou inquietações dos convidados sobre a academia. A arquiteta e escritora Joice Berth, convidada da mesa, denunciou a incoerência acadêmica que muito produz sobre raça, gênero e identidade, mas ainda não está próxima o suficiente da sociedade: “A Academia é racista, elitista e produz, de forma sistematizada, o apagamento de grupos minoritários”.

Berth foi além e falou sobre como a falta de ensino digno, adequado e consistente na educação, de modo geral, prejudica a comunicação entre as pessoas na sociedade. “Quando eu estou escrevendo nas redes sociais, vejo esse grande vácuo no sistema educacional, porque ele forma pessoas com preguiça de pensar”, afirmou. “Você fala uma coisa e a incapacidade de entender subtextos faz com que você diga ‘focinho de porco’ e as pessoas entendam tomada”.

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06/09/2019

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